Reflexão

Eu tenho sede de Justiça!

Perfil de Carlos Bezerra

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O SILÊNCIO DOS BONS!!!

A Juíza Patrícia Acioli foi morta por exercer sua função com seriedade, dignidade e sem se deixar intimidar pelas ameaças dos marginais, os quais ela julgava e punia exemplarmente. Contudo deve ser observado que se o Estado não consegue proteger seus funcionários, como pretende proteger a população? Em especifico os munícipes da nossa gloriosa Niterói, pois basta lembrar que a magistrada era moradora de nossa cidade e foi covardemente assassinada na porta de sua casa no bairro de Piratininga. 

 

Amigos apaixonados por Niterói até quando teremos que assistir encarcerados nas nossas casas o batalhão responsável por nossa segurança ter seu contingente reduzido? Até quando teremos que ver o comandante desse mesmo batalhão ter suas mãos atadas por ordens oriundas de instâncias superiores? Até quando teremos que assistir através dos meios de comunicação marginais fardados envolvidos em crimes? Até quando veremos vidas serem ceifadas de forma abrupta por marginais? Até quando pais perderão seus filhos para a violência? Até quando a impunidade será tolerada?


A população já não aguenta mais ser refém dos marginais, sejam fardados ou não. A hora do poder publico se insurgir contra violência e a barbárie já passou. Nossos parentes e amigos estão morrendo em nossas ruas todos os dias, nossas calçadas estão ficando rubras, pois estão manchadas com o sangue dos inocentes que foram covardemente assassinados. 

Nós não podemos mais nos calar, devemos lutar contra o descaso e apatia de nossos governantes. A morte de um magistrado não pode ficar impune, porém devemos lembrar que a justiça deve ser feita não porque a Patrícia Acioli exercia uma função pública, mais porque ela era um ser humano, mãe e filha.

A violência assola o Estado do Rio de Janeiro e está se intensificando em nosso município, portanto deve o poder publico rever sua estratégia na área de segurança, principalmente no município de Niterói. Devendo lembrar que o Estado existe para servir ao povo e não para garantir o interesse de seus governantes.

Devemos exigir e cobrar incansavelmente mais segurança para nossos magistrados, mais segurança para o município de Niterói e punição severa para os covardes que brutalmente ceifam a vida de inocentes.    

Somente com a união das forças de segurança federais, estaduais e municipais e a fiscalização constante da população conseguiremos sonhar com um futuro mais seguro e digno. 

¨ O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons¨ Martin Luther King



Quem ama cuida!



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sessão Extraordinária presidida pelo ilustre Deputado Wagner Montes para entrega de Moção de Apoio ao Movimento Nacional Pela Regulamentação das Guardas Municipais



Foi realizado no dia 12 de agosto de 2011 na ALERJ, Plenário Barbosa Lima Sobrinho – Palácio Tiradentes, Rua 1º de março s/nº Praça XV, uma Sessão Extraordinária presidida pelo ilustre Deputado Wagner Montes para entrega de Moção de Apoio ao Movimento Nacional Pela Regulamentação das Guardas Municipais. Além do Rio de Janeiro, São Paulo e a Região Nordeste externaram o seu apoio através da entrega de Moções.


O apoio vem revigorar a vindicação postulada na PEC534/02 que encontra-se até hoje tramitando no Congresso. Este projeto de emenda constitucional visa regulamentar as atribuições e competência das Guardas Municipais de todo o país, inclusive atribuído à guarda o poder de policia.



Caso a PEC534/02 não for aprovada, gerará um enorme retrocesso para as guardas municipais distribuídas pela base territorial do país, haja vista que a aprovação da PEC534/02 proporcionará melhores condições de trabalho, possibilitando que as guardas municipais auxiliem a Policia Militar no combate nos crimes de menor potencial ofensivo e no policiamento ostensivo. 


Contamos com o bom senso dos nossos políticos para que votem em caráter de urgência a PEC534/02, até porque para votar o aumento de seus salários este se reúnem com uma presteza avassaladora. 





sexta-feira, 12 de agosto de 2011

REUNIÃO REALIZADA NA SEDE DA ACADEMIA DA GUARDA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ENTRE A GUARDA CIVIL MUNICIPAL DE NITERÓI E GUARDA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO


Foi realizada na sede da Academia da Guarda Municipal do Rio de Janeiro uma reunião entre a Guarda Civil Municipal de Niterói e a Guarda Municipal do Rio de Janeiro visando à melhoria do treinamento através da troca de experiências e elaboração de cursos, iniciando pelo curso de trânsito.


Na reunião estava presente o Diretor da Academia da Guarda Municipal do Rio do Janeiro, o ínclito Inspetor Gregório que segue a matriz curricular das Guardas Municipais elaborada pelo Ministério da Justiça.


Fruto desta reunião é a parceria entre Guarda Civil Municipal de Niterói e a Guarda Municipal do Rio de Janeiro para a criação do Núcleo de Ensino Permanente – NEP, visando o aprimoramento e qualificação dos guardas no intuito de melhor atender aos os munícipes e zelarmos por nossa maravilhosa cidade que tanto amamos. Quem ama cuida.

Quem ama cuida.

SIMULAÇÃO REALIZADA NA PRAIA DE SÃO FRANCISCO



Para um melhor atendimento em caso de acidentes o Grupo Aéreo Marítimo da Policia Militar do Rio de Janeiro – GAM/PMERJ em conjunto com a Guarda Civil Municipal de Niterói - GCM realizou uma simulação no bairro de São Francisco para aprimorar as técnicas de salvamento e implantação do sistema de resgate aeromédico.


A simulação foi minuciosamente planejada em varias reuniões visando a melhor aplicação das técnicas de salvamento e implantação do sistema. Para melhor realização da simulação ajustou-se que a Guarda Civil Municipal de Niterói ficaria responsável pelo controle do transito e a preservação do local do acidente, isolamento a área para o pouso do helicóptero que efetuaria a remoção dos feridos. 

 
Para tornar a simulação mais realista, o GAM/PMERJ e a GCM seguiriam a suas rotinas normais, sendo ambos acionados via radio sem prêvio aviso. Desta forma após a comicação as equipes deveriam se  deslocar a área do acidente, testando assim o tempo de resposta de amabas as corporações. 
 

Com esta integração entre o GAM/PMERJ e a GCM, o munícipio de Niterói caminha a passos largos para um atendimento de emergência eficaz. Portanto o bem maior do munícipio será preservado, ou seja, a vida de seus munícipes. Niterói e a sua população só tem a ganhar com essa união de forças.


QUEM AMA CUIDA!!!

terça-feira, 14 de junho de 2011

POLICIAMENTO COM BICICLETAS - Controle de multidões




As chances de ver um policial de bicicleta são provavelmente maiores do que há 30 anos. O que está causando o renascimento?

Na maioria das cidades do Reino Unido e em outras cidades pelo mundo afora, a polícia está novamente usando bicicletas de alguma forma. Elas estão sendo utilizadas no trabalho comum de patrulha, mas também de forma mais ativa como um veículo de repressão do tráfico de drogas e demais criminalidades urbanas. Em Londres, o número de bicicletas de polícia aumentou de pouco mais de 400, em 2005, para cerca de 2.500 em 2009.

Alguns locais ainda estão encontrando dificuldades para colocá-las no orçamento da cidade, e muitos duvidam do seu valor. Mas, uma vez colocadas para trabalhar, bicicletas de polícia são um sucesso unânime.
Isto não surpreende, pois a bicicleta possui vantagens óbvias:

1) Discreta. Todas as polícias destacam o fato de serem veículos silenciosos, quase “invisíveis”. Pode-se surpreender grupos de criminosos surgindo por onde eles menos esperam, sobretudo por rotas de fuga onde não dá para passar um carro.

2) Rápida. Em Londres, onde há mais bicicletas de patrulha do que viaturas, o tempo de resposta a chamadas caiu pela metade. E em 70% dos casos elas chegam à cena antes das ambulâncias.

3) Acessível. As pessoas têm mais facilidade de acenar e conversar com policiais ciclistas. Também é comum relatos de crianças que se aproximam querendo saber sobre as bicicletas. Um sargento britânico salienta “este tipo de conversas revela algumas excelentes informações que levam a uma série de problemas de comportamento anti-social a serem abordados e resolvidos”.

4) Baixo custo. A cidade de Glasgow relatou que “podem ser empregados 15 policiais ciclistas pelo mesmo custo de adquirir e manter um carro.” Mas um gasto suplementar que não pode ser esquecido é a manutenção, que por vezes pesa tanto quanto a aquisição das bicicletas.

5) Saudável. Bicicletas mantêm os policiais em boa forma física. Além de melhorar a autoestima pessoal, a corporação e a cidade ganham porque as faltas ao trabalho por motivo de doença são reduzidas drasticamente.

Há desvantagens.      

É inviável para transportar pessoas presas. E caso a situação exija, é preciso gastar um tempo preciso trancando as bicicletas. No primeiro caso, uma viatura pode ser chamada. No segundo caso, pedalar em duplas reduz as chances de uma bicicleta policial ser roubada em tumultos. Além disto, alguns modelos de bicicleta possuem um mecanismo de blocagem rápida da roda dianteira, que não precisa de chave para bloqueá-lo, apenas para abri-lo.

Por falar em modelos de bicicleta, confiabilidade e resistência são mais importantes do que desempenho. Suspensão dianteira para subir e descer degraus ou meio fios, e forros de pneus kevlar anti-furo são muito úteis. Numa frota grande, cada bicicleta deve ter identificação única, para facilitar os registros de serviço, semelhante às demais viaturas.

Bicicleta de uso exclusivo feita pela Smith & Wesson, famosa indústria norte-americana que produz pistolas e rifles.


O kit que acompanha as bicicletas é a roupa (bermuda, capas, faixas/coletes fluorescentes, luvas, sapatos, etc), bagageiros e alforjes, sirenes, capacetes, trancas e outros opcionais. Em alguns lugares, bicicletas podem usar as luzes piscantes que identificam os veículos da polícia, mas isto depende de cada legislação.

Por fim, o uso da bicicleta pela polícia é bom para melhorar o status dos ciclistas em geral, um grupo ainda considerado como delinquentes por muitos motoristas. Se a própria polícia usa bicicletas, mostra que elas são uma forma inteligente e rápida de se locomover.

Este artigo foi publicado originalmente na edição de abril de 2001, da Revista Law and Order e traduzido e adaptado - por TRANSPORTE ATIVO http://blog.ta.org.br/


Bicicleta - Solução saudável para o caos no trânsito



Hoje, há muitas cidades onde mais da metade do espaço urbano é ocupado por beneficiamentos para automóveis. Não raro o pedestre tem seu direito de ir e vir impedido ou mesmo proibido.

Somos todos pedestres. E mais, pelo menos uns 10% da população brasileira tem algum tipo de deficiência de mobilidade que praticamente os impede de sair de casa. A estes 10% devem-se juntar pelo menos mais 5% que são crianças e idosos que também precisam de cuidados especiais.

Para que a vida de todos tenha qualidade é necessário oferecer boas condições de mobilidade, e para alcançar este objetivo é necessário rever a forma de utilização de espaço e as dinâmicas do trânsito. Ou seja, a qualidade de vida de todos depende na mudança da redução da fluidez dos motorizados.

A bicicleta tem neste contexto um papel muito importante porque sua velocidade (média de 15km/h) está entre a velocidade de um automóvel (média de 25km/h em cidades grandes) e do pedestre (4km/h). Nesta batalha por espaços a bicicleta é o elemento técnico do trânsito que abre caminhos para pedestres e outros não-motorizados.

Qualquer proposta ou projeto que vise melhorar as condições de conforto e segurança para ciclistas deve levar todos em consideração, principalmente os não-motorizados. Pensar a bicicleta isoladamente é contraproducente até para a segurança do próprio ciclista, além de provavelmente levar a um confronto com quem deveria ser aliado: os outros não-motorizados. Mais do que nunca vale aqui "a união faz a força".

Quem são os não-motorizados?

a)      Pedestres
b)      pessoas com necessidades especiais (usuários de cadeira de rodas, muletas, ortopédicos; paraplégicos, tetraplégicos, aproximadamente 10% da população do Brasil)
c)      crianças e idosos
d)     Ciclistas
e)      skatistas, patins, triciclos,
f)       outros

Para ter transporte eficiente, motorizado ou não motorizado:

a)      necessidade de espaço (particular, coletivo, público)
b)      espaço estático (estacionamento)
c)      espaço dinâmico (deslocamentos - vias)
d)     qualidade do pavimento / fluidez
e)      infra-estrutura – ordenamento
f)       impacto social e ambiental positivo
g)      respeito, bom senso, racionalidade e legalidade
h)      eqüidade / equilíbrio através de negociação
i)        manter sempre o foco na qualidade: máximo de segurança, eficiência e conforto para todos, usuários ou não do sistema de transporte
j)        dar boa administração ao sistema
k)      pensar a médio e longo prazo; estar sempre atento ao futuro

Para ter eficiência nas mobilidades é necessário aperfeiçoar todas as opções de transporte oferecidas, existentes ou possíveis. É contraproducente imaginar que uma única opção do sistema por si só resolve todos os problemas. O bom funcionamento de nossa sociedade depende do respeito à diversidade e particularidades. O contrário traz desequilíbrio, falhas, custo alto de manutenção e, não raro, violência.

A mobilidade por bicicleta ou qualquer outro modo não-motorizado é mais que uma opção; é um direito básico e incontestável. Não-motorizados não devem ser encarados como um problema para a fluidez do trânsito motorizado.

O número de ciclistas, assim como de outros não-motorizados, cresce a cada dia. Há inúmeras razões para isto, sendo as principais o baixíssimo custo operacional e a escassez de espaço individual e coletivo. Mas poucas facilidades para segurança e conforto são implementadas, e as que são ocorrem de maneira muito lenta. O grande direcionamento continua sendo aumentar o fluxo, a velocidade média dos motorizados.

Hoje a bicicleta ainda é pensada como um elemento à parte, desintegrado do sistema de transporte. O correto é fortalecer todos modais de transporte, fortalecendo a qualidade individual de cada um e coletiva de todos por meio da integração. A bicicleta é ótima para preencher espaços dos curtos deslocamentos internos em bairros.

Toda a sociedade está acostumada a pensar seus deslocamentos e o uso da cidade a partir da ótica do automóvel. Mudar esta ótica requer paciência e persistência. Os responsáveis pelo trânsito e transporte respondem às demandas geradas pela sociedade e algumas vezes são obrigados a tomar posição que sabem não ser a ideal ou de bom futuro.

A Lei brasileira é complexa, de difícil aplicação, o que dificulta enormemente qualquer tentativa de mudança. Um conjunto de Leis impõe responsabilidade e ao mesmo tempo dá amplo poder e garantias à pessoa ou ao funcionário que assina um projeto. O resultado é a tendência de funcionários públicos ou responsáveis pela assinatura a não sair da linha conhecida, ou seja, a manutenção da política do sistema de transporte motorizado. Não-motorizados é um campo desconhecido, portanto perigoso para eles.  

O PERIGO

Aqui, como em qualquer parte do mundo, a bicicleta é tida como algo simpático, mas vendida como um tanto frágil, perigosa. Pesquisas demonstram que esta visão não condiz com a verdade. Bicicleta é um veículo e, como qualquer outro veículo, quando mal conduzido leva a riscos.

O desenvolvimento rápido e desordenado de nossas cidades está despertando a população para considerar outras opções. O desequilíbrio aumenta a predisposição para tomar riscos na busca de saídas. O automóvel não é mais a única solução e o transporte coletivo precário não dá as respostas esperadas. Nessa situação a bicicleta vem transformando-se em possibilidade muito interessante. A pergunta é: o que acontecerá se parte da enorme demanda reprimida sair pedalando nas ruas? 

Boa parte dos que assumiram a bicicleta como modo de transporte acabaram por descobrir na prática que os riscos existem, mas que são muito menores do que é normalmente dito. O mesmo está acontecendo com outros não-motorizados. O resultado é a descrença na ordem instituída, nas regras e Leis de trânsito.

Por outro lado, hoje o maior problema para a melhora das condições de segurança e conforto dos ciclistas é que eles e o setor não conseguem se fazer representar de maneira efetiva. E se não há representatividade, não há pressão, portanto não há mudanças.

O Brasil fechou os olhos para o surgimento e crescimento do uso da moto, o que gerou um número absurdo de acidentes e vítimas. O custo desta "desatenção" é enorme. Espero que a situação não se repita com ciclistas e outros não motorizados. 


Texto elaborado por: ESCOLA DE BICICLETAS http://www.escoladebicicleta.com.br/

domingo, 12 de junho de 2011

Inquérito da Máfia dos Táxis vai parar na Deac, apelidada de ‘grande túmulo’ pelos policiais



O inquérito que investiga a participação de funcionários da Prefeitura de Niterói na Máfia dos Táxis, esquema que promovia a venda ilegal de autonomias na cidade e é apontada pela polícia como causa da execução do então subsecretário municipal de Transportes, Adhemar Reis, em 2010, se tornou mais um na enorme pilha de processos da 15ª Delegacia de Acervo Cartorário (Deac). Ele é um dos mais de 5 mil casos que a unidade, apelidada pelos policiais como “grande túmulo”, por arquivar casos que acabam se tornando sem solução, herdou da antiga 76ª DP (Centro), quando a distrital se tornou Delegacia Legal, em março deste ano.
Segundo policiais que atuam na Deac, que funciona na antiga sede da 76ª DP, na Rua São João, a falta de estrutura impede a evolução de investigações, inclusive de casos de repercussão como a morte de um subsecretário. O próprio delegado que deveria ter assumido o caso, Joel Sá Rego, admitiu sequer ter tido contato com os documentos do caso.
Mas não é por descaso. Afinal, cada um dos investigadores chega a acumular mil processos, já que além dos inquéritos e verificações de procedência das investigações (VPIs), oriundos da 76ª DP, o acervo também recebeu o histórico da 77ª, 78ª e 79ª DPs, além das especializadas de atendimento à mulher (Deam) e às crianças e adolescentes (DPCA), quando estas também receberam o sistema integrado das Delegacias Legais.
E o serviço deve aumentar ainda mais até o fim do ano, quando a 81ª DP (Itaipu) também se tornará Legal, segundo anunciou a chefe de polícia, delegada Martha Rocha.
Pelo menos 30% desses inquéritos que vão parar na Deac, são casos de homicídios ou de outros crimes violentos. Para atender a demanda, a Deac possui apenas três servidores no chamado Setor de Investigação (SI), enquanto seriam necessários pelo menos 10 para atender às necessidades da delegacia, segundo os próprios policiais. Para fazer diligências em todo município, eles contam apenas com três viaturas.
Apenas uma pessoa é responsável por receber e administrar os milhares de processos, ainda discriminados em folhas de papel e uma infinidade de pastas, o que atrasa ainda mais qualquer andamento da investigação. Em toda a unidade, existem apenas quatro computadores, divididos por todos os setores da delegacia.
Mas mesmo com todos os obstáculos, o delegado insiste em afirmar que seu acervo não é um “arquivo morto”, como dizem, e que conta com policiais competentes e dedicados.
“Não considero desta forma, porque tenho esperança em resolver grande parte desses casos. Estamos dando prioridade aos graves e vamos levantar o da máfia dos táxis”, diz o delegado Joel.

Outros casos com mesmo fim

Além do caso da Máfia dos Táxis, que segundo investigações preliminares feitas pelo então delegado da 76ª DP, Luiz Antônio Businaro, chegou a movimentar R$ 4,5 milhões e envolveu a participação de servidores da Secretaria Municipal de Transportes na venda ilegal de autonomias de pessoas já falecidas, outros casos de repercussão estão sob responsabilidade da Deac. Entre eles, o assassinato de três pessoas em um quiosque na Boa Viagem, durante uma ação criminosa que deixou outras duas pessoas feridas em setembro de 2010.
Também entre as pilhas do acervo da Deac, está o inquérito sobre a morte do rapper Cláudio Márcio de Souza Santos, de 37 anos, mais conhecido como Speedfreaks, ocorrida na madrugada de 26 de março de 2010.
A lista possui ainda casos mais antigos como o assassinato do timoneiro do estaleiro Chamon, da Ponta da Areia. Eduardo de Souza Francisco, de 33 anos, em outubro de 2008. Na ocasião, a possível arma do crime teria sido apreendida.
Até hoje, um único condenado por morte de subsecretário
Adhemar José Mello Reis, de 68 anos, foi morto a tiros na Rua Joaquim Távora, no dia 20 de janeiro de 2010. Ele seguia de casa para o trabalho, no carro da Prefeitura, guiado por motorista, quando foi interceptado por outro veículo, do qual saiu a pessoa que efetuou disparos. Adhemar foi levado no próprio carro para o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), mas não resistiu.
A investigação do assassinato ficou a cargo da 77ª DP (Icaraí), e depois encaminhada para a Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Draco). Mas a investigação do esquema da Máfia dos Táxis que a polícia confirmou que ele investigava, continuou com a 76ª DP.
O presidente da Associação de Taxistas de Niterói, Márcio Nogueira, disse que muitos taxistas na época foram hostilizados. “As pessoas só precisam lembrar que taxistas são trabalhadores e não criminosos. O Adhemar estava regularizando o transporte em Niterói, incomodando muita gente”.
O ex-PM Adair Costa da Silva, o Daizinho, foi condenado a 23 anos pelo crime. Aliás, o único condenado até agora.

O Fluminense


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mesmo com a queda, a primeira do ano, cidade ainda está com a taxa de incidência acima do nível. Índice atual é quase um terço do divulgado em abril, com 1.656 notificações


O número de casos suspeitos de dengue notificados em Niterói caiu pela primeira vez no ano. O mês de maio, até o dia 28, registrou 542 casos suspeitos. O número é quase um terço do divulgado em abril, que foi de 1.656 notificações. No total, de janeiro até maio, a cidade registrou 3.604, segundo dados da fundação municipal de Saúde. Na Região Leste Fluminense, São Gonçalo aparece como o município com maior registro no ano, 3.753 e Niterói está em segundo lugar. Nesta quarta-feira, houve uma reunião com o Comitê Gestor de Combate à Dengue para estudar medidas de ação de controle da doença no município.
Mesmo com a queda, Niterói ainda está com a taxa de incidência acima do nível considerado epidemia pelo Ministério da Saúde. Os dados apontam para uma taxa de incidência de casos suspeitos de dengue de possui um número de notificações suspeita de dengue alto, o número de casos alto na taxa de verificação de padrão epidêmico 739 casos por 100 mil habitantes. O Ministério da Saúde classifica como epidemia quando a taxa de incidência em uma cidade passa de 300 casos de suspeita da doença por 100 mil habitantes.
O profissional de controle ambiental da Vigilância Sanitária de Niterói, Cláudio Moreira, acredita que o alto número de casos da doença é por conta da resistência do mosquito Aedes Aegypti. Uma fêmea adulta vive em torno de 35 dias e neste período ela coloca 240 ovos.

O FLUMINENSE

terça-feira, 31 de maio de 2011

Guardador ilegal foi detido pela Guarda Municipal na Zona Sul de Niterói. Secretário de Segurança e Controle Urbano disse vai continuar fazendo operações no local


Um homem foi detido pela Guarda Municipal na orla de São Francisco, Zona Sul de Niterói, na manhã desta terça-feira, acusado de trabalhar como flanelinha, arrecadando dinheiro de motoristas em frente a um restaurante. Dentro de sua mochila, os agentes da Prefeitura encontraram uma camisa com o nome da empresa do ramo de monitoramento por satélite, que estaria pagando os trabalhadores irregulares para fazer propaganda ilegal, conforme um dos flanelinhas admitiu a O FLUMINENSE essa semana.
Ele foi conduzido para a 79ª DP (Jurujuba), autuado por exercício ilegal da profissão e liberado em seguida, porque o delito não é considerado crime e, sim, contravenção penal. A empresa, por sua vez, será multada péla secretaria municipal de Segurança e Controle Urbano.
O secretário Wolney Trindade informou que a Guarda vai continuar fazendo operações no local para impedir o retorno dos “flanelinhas”. O órgão entregou, também na manhã desta terça, ofícios ao comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes,e  aos investigadores da 79ª DP (Jurujuba) pedindo apoio nas operações de combate a essa prática.

O FLUMINENSE 

segunda-feira, 30 de maio de 2011


‘Flanelinhas’ foram flagrados usando ‘uniforme’ de empresa de monitoramento por GPS. Atitude irrita secretário municipal e Prefeitura avisa que vai investigar denúncia


Flanelinhas irregulares continuaram agindo impunemente em vários pontos de Niterói. Nesta segunda-feira à tarde, três deles exigiam dinheiro de motoristas que estacionavam em frente a um restaurante da Praia de Charitas, na Zona Sul da cidade. Chamava atenção o fato de todos estarem vestidos com camisa laranja, de uma empresa de monitoramento de veículos por satélite, com sede em Niterói.
Um deles contou que a empresa pagou para eles usarem as camisas com a propaganda devido ao contato direto com os motoristas. A denúncia irritou o secretário municipal de Segurança e Controle Urbano, Wolney Trindade, que enviará guardas ao local para checar a informação. Ele também irá notificar a delegacia de Jurujuba (79ª DP) e o 12º BPM  (Niterói).
“Se nós confirmarmos que essa empresa está pagando esses flanelinhas para fazer propaganda, ela poderá sofrer ação fiscal. A empresa será, inclusive, multada por propaganda ilegal. É um absurdo que uma instituição com sede na cidade incentive e financie atividades irregulares”, declarou Wolney.
MP denuncia - A 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 2ª Central de Inquéritos denunciou, também na segunda-feira, um ex-flanelinha de Niterói pelo crime de homicídio duplamente qualificado. Ele matou a tiros um ex-colega de ofício, em plena luz do dia, no Centro, em abril deste ano.

http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/policia/guardadores-ilegais-viram-garotos-propaganda-em-niteroi

Varizes Pélvicas

Um terço das mulheres já sentiu ou vai sentir algum tipo de dor pélvica. A dor pélvica pode estar associada à presença de varizes nos ovários ou na região pélvica, podendo causar dor no útero, ovários e na vulva.
Fatores de Risco:
Mulher entre 20 – 50 anos
2 ou mais gestações
ovário policístico
disfunções hormonais

Sinais e Sintomas:
A dor pélvica é mais intensa durante o período menstrual e na gestação.
Fluxo menstrual anormal e sensação de cansaço ou dor em pé com piora no final do dia, podem sinalizar a presença de varizes pélvicas.

Diagnóstico:
As varizes pélvicas são diagnosticadas através de exame de ultra-som pélvico e ou transvaginal.

Tratamento:
As varizes pélvicas podem ser tratadas por medicamentos, procedimento cirúrgico tradicional ou endovascular.
A cirurgia tradicional, a histerectomia promove a remoção do útero associada ou não à remoção dos ovários.
A embolização das varizes pélvicas, é um procedimento minimamente invasivo, realizado via endovascular pelo angiorradiologista, objetivando o tratamento das veias que dão origem às varizes pélvicas.
O procedimento é ambulatorial, e a paciente pode retomar as atividades cotidianas com brevidade.

domingo, 29 de maio de 2011

Quatro em cada dez mulheres têm mioma, um tumor benigno que dá as caras no útero. Em cerca de 1/3 das ocorrências, ele pode ser sinônimo de muita chateação. Por sorte, tratamentos simples e eficazes ajudam a estancar o problema


por Fábio de Oliveira | design Samara Araújo| ilustração Nik


Um, dois, três, quatro, cinco, dez, 20, 30! Esse é o incrível número de miomas que um útero pode abrigar. Não é exagero. A matemática da ginecologia revela outras peculiaridades desse tipo de tumor que surge na musculatura uterina. "Em 99,5% dos casos ele é benigno", afirma, categórico, Marcos de Lorenzo Messina, ginecologista do Ambulatório de Mioma Uterino do Hospital das Clínicas de São Paulo. Além disso, tem predileção por mulheres na faixa entre 30 e 40 anos, dando as caras em cerca de 40% da população feminina. Suas medidas, por exemplo, podem ir dos milímetros aos centímetros. Existem miomas que, de tão grandes, apresentam dimensões semelhantes às de uma fruta como o abacate e chegam a pesar até 3 quilos. O pior é que eles são verdadeiros viciados em hormônios. "Esses tumores dependem de estrógeno para crescer", conta o ginecologista Claudio Emílio Bonduki, da Universidade Federal de São Paulo. "E alguns deles possuem receptores de progesterona." Em grande parte das ocorrências, 60% para sermos mais precisos, eles ficam quietos, sem provocar maiores transtornos. Nesses casos, um acompanhamento periódico com o auxílio de exames como o ultra-som é suficiente. No entanto, quando o fibroma, a outra alcunha do infeliz, resolve marcar presença, é um suplício. De acordo com o tipo, a localização e o tamanho do tumor , a mulher padece com um fluxo menstrual irregular, caracterizado por sangramentos intensos, que duram dez dias ou mais. "No final das contas, a paciente pode até se tornar anêmica", relata Messina.
O ENDEREÇO DOS MIOMAS

Conheça os principais tipos do tumor e suas características
Os miomas surgem na parede do útero. O porquê ainda é um mistério, mas há pistas indicando alterações genéticas e fatores de crescimento de vasos. Quando o nódulo se desenvolve em direção à barriga, é chamado de subceroso — os grandes dão à mulher uma silhueta de gestante. Já o intramural é aquele que dá o ar da sua graça no meio da parede uterina. E o submucoso, que aumenta o risco de abortamentos, desponta para dentro da cavidade do útero. Ultra-som e ressonância magnética flagram os malditos.

MIOMA É UMA COISA...
...cisto, outra. Muita gente, no entanto, confunde esses dois tumores, acreditando que, no final das contas, um é sinônimo do outro. Ledo engano. "Que fique claro: o cisto, que lembra uma bexiga cheia de líquido, se localiza no ovário", explica o ginecologista Marcos de Lorenzo Messina, do HC paulistano. "O mioma, por sua vez, é um tumor sólido que ocorre no útero", conclui. Além disso, o cisto nada mais é do que o invólucro de um óvulo que, no período fértil, não se rompeu. Ele pode crescer além da conta, interferir na ovulação e comprometer o ovário.
Os miomas também alteram a propagação das contrações uterinas. "Isso ocorre porque eles se desenvolvem entre as fibras musculares da parede do útero", explica o ginecologista Carlos Henrique Polli, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Órgãos como a bexiga, coitada, acabam comprimidos por nódulos grandalhões. Sem falar que, ali no meio de campo, alguns tumores podem prejudicar a gestação e até causar infertilidade. Nem tudo, no entanto, são lágrimas nessa história. Há tratamentos cada vez mais eficazes para o mal e novas técnicas promissoras.
Ondas sonoras de alta freqüência, o popular ultra-som. Eis uma das novidades para combater miomas de até 8 centímetros. Trata-se do primeiro método não invasivo para dar um basta no problema. Guiado pelas imagens de um aparelho de ressonância magnética, o especialista bombardeia o tumor com o ultra-som — o calor gerado pelas ondas no mioma é de 80 graus. Mas há senões, como em todo novo tratamento. "Uma sessão dura de três a quatro horas", explica o ginecologista Cláudio Basbaum, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. "Além disso, nódulos pequenos acabam não sendo destruídos." Sem falar no custo do equipamento, cerca de 1 milhão de dólares, o que o torna uma realidade ainda bem distante da maioria dos hospitais do país.
A cauterização bipolar da artéria uterina é outra nova técnica promissora. Ela está sendo pesquisada no Hospital das Clínicas paulistano. Seu principal objetivo é fazer o tumor definhar. Funciona assim: os médicos fazem um corte de 1 centímetro no umbigo por onde introduzem uma câmera — é a chamada videolaparoscopia. Dois outros cortes, de meio centímetro cada, são realizados no baixo-ventre. Por ali vão duas pinças auxiliares, que fazem as vezes de mãos. Por fim realiza-se a cauterização mecânica da artéria do útero, bloqueando a passagem do sangue.
Dessa forma, os miomas ficam sem receber nutrientes. "E aí eles regridem de tamanho", diz o ginecologista Marcos de Lorenzo Messina, especialista que está estudando a técnica. O útero, no entanto, não sai prejudicado com o fechamento do canal que também o alimenta. "Naquela região existem outros vasos capazes de mantê-lo saudável", arremata Messina. Como o procedimento está em fase de avaliação, suas taxas de sucesso ainda são desconhecidas.
UMA EMBOSFERA NO CAMINHO

Por outro lado, os especialistas já têm informações mais precisas sobre os resultados da embolização, que vem sendo empregada desde o começo da década para tratar miomas múltiplos. Como a cauterização, ela visa matar o tumor de fome. Esse fim é alcançado por meio da introdução de micropartículas, as embosferas, na artéria uterina. "Em mais de 95% dos casos, os sintomas diminuem", informa o ginecologista Claudio Emílio Bonduki. "Além disso, o volume dos miomas e do útero se reduz em 50%." Seu colega Cláudio Basbaum lembra que o procedimento tem sido indicado para pacientes sintomáticas e que desejam preservar o útero. "Muitas delas têm histórico de maus resultados com tratamentos clínicos ou cirúrgicos prévios", completa.
MURCHOU!

Veja como é realizada a embolização, procedimento mais moderno para tratar miomas

A técnica de embolização evoluiu a passos largos nos últimos anos, sobretudo no que diz respeito aos materiais utilizados para asfixiar o mioma. "Antes havia o risco de entupir toda a artéria uterina", relembra Marcos de Lorenzo Messina. Dessa forma, o tumor ia para as cucuias, mas os ovários também acabavam prejudicados. Não era para menos. Afinal, ficavam sem receber sangue. "Eles entravam em falência, como na menopausa", diz o

médico. O motivo: o único material empregado na época, o polivinil, ocluía o vaso mais do que o necessário.
Por essa razão, o método era indicado para mulheres na casa dos 45, sem grandes chances de engravidar. Graças ao advento das embosferas, esferas gelatinosas dispostas próximas ao nódulo e que preservam a nutrição ovariana, mulheres, como a auxiliar de vendas Lígia, que tem só 25 anos, podem recorrer à embolização. Remédios à base de hormônios também entram na rodada de tratamentos. Implantes de progesterona controlam fluxos menstruais irregulares ou aumentados, mas provocam inchaços, dores de cabeça e até depressão. Os análogos de GnRH, que geram um estado de menopausa farmacológica, interrompem sangramentos e reduzem o volume dos miomas em até 30%. O efeito, porém, é temporário. "Eles podem ser indicados antes de uma miomectomia", revela Bonduki.
Essa cirurgia, uma outra forma para detonar o problema, consiste na extração literal dos tumores. Há três formas. A laparatomia é indicada para miomas que crescem para dentro ou para fora do útero. É realizada por meio de um corte no abdômen. Tumores que se desenvolvem em direção à barriga, também chamados de subcerosos, são removidos via laparoscopia, aquela cirurgia de cortes mínimos. Por fim, miomas que surgem na cavidade uterina são aniquilados via histeroscopia — aqui, uma espécie de endoscópio é introduzido pela vagina e pelo colo do útero até alcançar o malfeitor, que acaba ressecado. "Infelizmente, depois de uma miomectomia, há 30% de risco de os miomas voltarem", lamenta Bonduki.
Um último recurso cirúrgico é a controvertida histerectomia, a remoção total do útero. "Trata-se de uma solução definitiva, que pode ser recomendada para aquela mulher que já tem uma prole definitiva", explica Bonduki. "Sua indicação é evidente para tumores uterinos ou úteros muito volumosos e deformados por múltiplos miomas", diz Cláudio Basbaum. "Fora esses casos, além da perda da capacidade reprodutiva, a retirada desse órgão pode provocar infecções e desenvolver o sentimento de castração", completa. Assim, segundo ele, é preciso cautela na sua recomendação. "Há mulheres que pedem pela cirurgia. No entanto, elas geralmente já tiveram filhos", diz Messina. "No final, tudo vai depender das condições psicológicas da paciente." E, sem dúvida, sua qualidade de vida deve ser levada em conta.